A PITANGA – Eugenia uniflora L.

Eugenia uniflora L. (Família MYRTACEAE)
As pitangas fazem parte de nossa história, da infância, das estrepolias da criançada em comer as frutas direto do “pé de pitanga”.
A pitangueira é uma joia nativa do Brasil — perfumada, generosa e cheia de segredos biológicos. E um dos mais fascinantes é que ela não se autofecunda: precisa de polinizadores e de outra pitangueira por perto para produzir frutos em abundância.
É nesse ponto que a biologia floral brilha e explica por que algumas árvores carregam frutos e outras não.
A pitanga é da espécie Eugenia uniflora L. da família botânica Myrtaceae.
Essa família é bastante importante no Brasil, porque abriga centenas de espécies nativas e aparecem naturalmente em muitos biomas, como cerrado, mata atlântica, restinga e matas mesófilas de interior.
As pitangas também são presenças constantes em áreas cultivadas, parques, jardins e nos quintais verdes de casas nas cidades.

Floração
Quando estão na natureza, as pitangueiras iniciam floração anualmente, na transição da estação seca e início da chuvosa.

Abertura das Flores (antese) –
A Antese é Diurna – Quando chega a época de florescimento, a pitangueira literalmente “explode” em flores que se abrem durante o dia, em sincronia, tanto no pé como com outras pintangueiras e duram um único dia.
Uma verdadeira florada exuberante! Uma festa de alimento para abelhas e outros insetos visitantes.
Polinização
🌳Uma pitangueira sozinha quase sempre produz pouco fruto. É imperativo ter mais de duas árvores próximas para ocorrer boa safra.

Pela grande quantidade de pólen produzido, as flores atraem inúmeros visitantes: abelhas, moscas, besouros e até formigas-leão, do grupo dos neurópteros. Mas as polinizadoras são elas, as abelhas!


🌼 Se você chegou até aqui, vale conhecer também quem poliniza a acerola — um exemplo interessante de como flores e insetos se conectam. Garanto que irá se surpreender.
https://quempoliniza.blog/acerola-importancia-da-polinizacao-para-garantir-a-safra/

