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MORANGO
Família Rosaceae

Quem não conhece morango, não é mesmo? Esse “fruto” de sabor doce azedinho, que, junto a variadas combinações, é uma delícia dos Deuses! É uma das “frutas” mais queridas do planeta — símbolo de afeto, sabor e beleza.
Hoje trago nesse post uma curiosidade: o que chamamos de fruto, na verdade não é bem assim. E ainda por trás desse suculento “fruto” vermelho intenso há uma história de encontros: entre flores, abelhas e gente que cultiva essa planta com todo o cuidado que ela merece.
Origem e domesticação
O morango moderno nasceu de um cruzamento natural entre Fragaria virginiana (das Américas) e Fragaria chiloensis (do Chile), espécie Fragaria × ananassa (Weston) Duchesne ex Rozier.
A hibridação ocorreu na França, no século XVIII e deu origem à espécie cultivada em todo o mundo.
É uma planta de clima especialmente temperado, cultivada hoje em larga escala nos Estados Unidos, Espanha, México, Turquia, Coreia do Sul e Japão, onde se tornou uma verdadeira commodity agrícola.

No Brasil, o cultivo brilha em Minas Gerais e São Paulo, especialmente nas regiões de Pouso Alegre, Estiva e Atibaia.
Cultivo
O morangueiro pode ser cultivado em solo, substrato, por hidroponia ou estufas, e responde muito bem a sistemas agroecológicos, nos quais as abelhas nativas e sem ferrão têm papel essencial.
A Flor

A flor do morango é hermafrodita, com cerca de cinco pétalas brancas, de 20 a 30 estames e dezenas de carpelos (estruturas femininas) dispostos em um receptáculo comum. Se você se esqueceu das partes da flor, clique aqui ihttps://quempoliniza.blog/afinal-o-que-e-polinizacao-e-por-que-ela-importa-tanto-para-nos/
Durante a antese matinal (abertura da flor), oferece pólen e pequenas quantidades de néctar — atrativos suficientes para abelhas de diferentes tamanhos.
Polinização: o presente das abelhas sem ferrão
Embora o morangueiro possa formar frutos sem polinizadores, a qualidade e o rendimento dependem diretamente da polinização animal. Sem a participação das abelhas polinizadoras, os morangos formados são mais leves, menores, assimétricos e de menor valor nutricional.

Agroecologia e meliponicultura
A presença de meliponários próximos aos cultivos tem se mostrado uma estratégia sustentável e lucrativa.
O manejo agroecológico — sem pesticidas tóxicos e com plantas floríferas nas bordaduras — favorece o bem-estar das colônias e a produtividade das lavouras.
É uma parceria silenciosa, mas essencial, entre a agricultura e a natureza.


