abelha verde, conhecida abelha do suor, família Halictidae
Sim, essas abelhas não têm ferrão funcional.
São insetos classificados dentro da tribo Meliponini, nativos das regiões tropicais e subtropicais do planeta, o que faz com que essas abelhas não sobrevivam em climas frios. Isso também explica sua maior diversidade em áreas quentes e biodiversas.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA🌏
A distribuição geográfica das abelhas sem ferrão inclui:
Américas – do sul do Brasil até o México. O Brasil, em especial, abriga a maior diversidade de espécies do mundo.
África – em algumas regiões do continente.
Ásia – principalmente no Sudeste Asiático.
Austrália e Ilhas do Pacífico.
No Brasil, são mais de 300 espécies registradas, desempenhando papéis fundamentais na polinização de plantas nativas e cultivadas.
abelha jataí em vôo para a abertura do ninho
As abelhas sem ferrão costumam ser apresentadas como polinizadoras universais. Mas, na ecologia da polinização, essa generalização é um erro comum.
Nem toda visita resulta em polinização eficiente — e entender essa diferença é essencial para interpretar a reprodução das plantas nativas e alavancar a produção de frutos, no caso das plantas agrícolas.
Abelhas sem ferrão, agricultura e geração de riqueza
As abelhas sem ferrão sustentam sistemas agrícolas inteiros, especialmente aqueles baseados em diversidade, produção local e manejo ecológico.
Na agricultura, sua atuação vai muito além da produção de mel. Elas contribuem para a polinização de culturas alimentares, para a estabilidade da produção e para a manutenção de paisagens agrícolas mais resilientes. Em muitos casos, são decisivas para a qualidade dos frutos, não apenas para a quantidade.
Meliponicultura: economia viva, não romantizada
A meliponicultura, quando bem conduzida, representa uma forma concreta de geração de renda associada à conservação. Ela cria valor econômico sem romper as relações ecológicas que sustentam os polinizadores. Mais do que uma atividade complementar, a criação racional de abelhas sem ferrão pode fortalecer economias locais, apoiar pequenos produtores e ampliar a diversidade de alimentos disponíveis — desde que respeite os limites biológicos e ecológicos de cada espécie.
Produzir alimento e conservar biodiversidade não são objetivos opostos. Quando a polinização é compreendida como processo ecológico — e não como serviço automático — agricultura e conservação caminham juntas.
Para entender como essas relações entre flores e polinizadores se formaram ao longo do tempo, vale olhar para um passado muito mais antigo do que a agricultura.