TOMATE
FAMÍLIA SOLANACEAE

O tomate é um dos mais queridinhos da agricultura brasileira. Movimenta a economia, gera renda para agricultores familiares, alimenta a população, é exportado e soma cerca de 4 milhões de toneladas anuais no país.
Só o Estado de Goiás entrega mais de 1 milhão de toneladas — um gigante do agronegócio nacional.
Mas há um detalhe que quase ninguém vê — cada fruto depende de uma coreografia secreta entre flor e abelha.
E quando essa dança não acontece, a produtividade despenca. Vamos agora conhecer. Fica comigo.
A FLOR DO TOMATEIRO – SINTA O CLIMÃO

O tomate é da espécie Solanum lycopersicum Mill. As flores são hermafroditas, com um detalhe crucial: as anteras são concrescidas formando um cone central e poricidas, isto é, só liberam o pólen através de um poro apical — uma saída redonda na ponta, microscópica. E o pólen é bem, bem pequeno e seco, pulverulento. Lembra talco.
As flores são flores-pólen, isto é, não produzem néctar. Apenas o pólen é oferecido de alimento aos polinizadores.
Como é a POLINIZAÇÃO
A planta até consegue se autopolinizar, mas o resultado é a produção de:
– frutos menores,
-mais leves
e com menos sementes.

Então, para uma produção robusta e estável, o tomate precisa da polinização cruzada e isso só acontece quando entra em cena quem sabe vibrar a antera, tipo chacoalhar, para o pólen sair pelo poro pequenino na ponta do cone central de anteras.
POLINIZAÇÃO POR VIBRAÇÃO: a dança que liberta o pólen, resultado de coevolução

Com essa técnica aprendida durante milhões de anos não somente essa espécie de mamangava, mas outras, conseguem retirar o pólen das anteras poricidas e realizar a polinização das flores do tomateiro.

