MURICI

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MURICI DO BREJO/MURICI DA PRAIA

 

 MALPIGHIACEAE

 

frutos de Murici, amarelos, globosos
Frutos do murici

 

Linda e frondosa, o Murici é uma árvore que varia de 3 a 20 metros, dependendo do tipo de solo e da formação florestal em que se encontra.

 

árvore alta de murici
Árvore do Murici – Fonte Programa Arboretum

O QUE SIGNIFICA MURICI?

 

O nome vulgar Murici provém do tupi mborici, que significa “faz resinar”.

ONDE OCORRE?

 

É nativa, encontrada na Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado (Campo rupestre, Cerrado (latu sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta Ombrófila/Pluvial, Restinga.

Ecologia

Na sucessão vegetal, é considerada uma espécie pioneira, ou seja, quando plantada cresce rapidamente em ambientes ensolarados e sem vegetação. Pode também ser secundária inicial, ou seja, ela germina em ambiente sombreado, após a ocupação da área pelas espécies pioneiras. Essa informação é importante para quem trabalha com recuperação de áreas degradadas, associada ao grande papel ecológico que o murici desempenha na alimentação da fauna local.

O Murici tem apelo paisagístico, sendo utilizado na arborização urbana, em parques e jardins. FONTE: Árvores do Brasil

 

FLORAÇÃO

A floração do murici acontece entre outubro e fevereiro. O início da frutificação é em março.

FLORES

As flores são hermafroditas, de pétalas amarelas. São melitófilas, portanto, polinizadas por ABELHAS.


FLORES DE MURICI AMARELAS E COM ÓLEO
Inflorescência de murici, flores amarelas
Como grande parte das espécies dessa família Malpighiaceae, as flores produzem pólen e óleos. O óleo é produzido em glândulas chamadas de elaióforos e se localizam no cálice (conjunto de sépalas). Tanto o pólen como o óleo são utilizados na alimentação das abelhas e das larvas.

 

De acordo com estudos científicos, 18 espécies de ABELHAS nativas, grandes, são as POLINIZADORAS do murici. Estas abelhas são especialistas em coletar o óleo das glândulas, trabalho esse nada fácil. Elas raspam com as pernas dianteiras as glândulas de óleo, num tipo de “abraço” na flor e nesse processo o pólen fica aderido na parte ventral de seu corpo.

O pólen, as mamangavas coletam pelo método de vibração (veja no post da acerola)  em outra visita, não na mesma: são organizadíssimas; em uma visita coletam o óleo e em outra o pólen.

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