IPÊ BRANCO

Tabebuia roseo-alba (Ridley) Sandwith

A espécie é nativa e seu nome cientifico é Tabebuia roseo-alba (Ridley) Sandwith

O ipê branco  floresce de agosto a outubro. É uma árvore muito bonita, cultivada em jardins, praças, alamedas por ser bastante ornamental.

A florada é muito apreciada, dando à arvore o aspecto de neve, até porque ela perde todas as suas folhas, exibindo suas flores conjuntamente.

É uma explosão de beleza!

Além de ser paisagística, a espécie tem relevante importância econômica, principalmente na construção civil.

No Brasil, é encontrada em muitas regiões, conforme mapa extraído da página do Reflora/JBRJ.

De acordo com estudos (ver abaixo) o ipê branco não tem a capacidade de se reproduzir sem a ajuda dos polinizadores.

Pelas características florais, como cores claras, suave odor, presença de pólen e néctar, abertura das flores ocorrendo durante o dia e também por visualizações diretas nas árvores, a polinização é feita por abelhas. Na ecologia da polinização, chamamos essas espécies de Melitófilas, que vem de Melitofilia, uma síndrome de polinização realizada por abelhas.

As abelhas mais frequentes encontradas nas flores do ipê branco nas cidades foram as africanizadas, conhecidas como abelhas de mel, Apis mellifera, também as “abelhas cachorrinho”, sem ferrão, Trigona snipipes, mamangavas Bombus morio, as abelhas “de orquídea”, verdinhas, do gênero Euglossa e as “abelhas carpinteiras”, grandes, Xylocopa frontalis.

Com essa grande variedade de abelhas atraídas pelo ipê branco, torna-se um motivo a mais para termos essa linda espécie por perto, porque ela é importante na conservação das abelhas, tão drasticamente diminuídas por conta de tantos agrotóxicos e pesticidas aplicados descontroladamente na agricultura e outros.

Saiba mais:

Agostini, K.; Sazima, M. Plantas ornamentais e seus recursos para abelhas no Campus da Universidade Estadual de Campinas, Estado de São Paulo, Brasil. Bragantia, Campinas, v.62, n.3, p.335-343, 2003.

Gandolphi, G.; Bittencourt, N.S. Jr. Sistema reprodutivo do Ipê-Branco, Tabebuia roseo-alba (Ridley) Sandwith (Bignoniaceae). Acta bot. bras. 24(3): 840-851. 2010.

Reflora, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/listaBrasil/ConsultaPublicaUC/BemVindoConsultaPublicaConsultar.do?invalidatePageControlCounter=1&idsFilhosAlgas=%5B2%5D&idsFilhosFungos=%5B1%2C10%2C11%5D&lingua=&grupo=5&familia=null&genero=Tabebuia&especie=roseoalba&autor=&nomeVernaculo=&nomeCompleto=&formaVida=null&substrato=null&ocorreBrasil=QUALQUER&ocorrencia=OCORRE&endemismo=TODOS&origem=TODOS&regiao=QUALQUER&estado=QUALQUER&ilhaOceanica=32767&domFitogeograficos=QUALQUER&bacia=QUALQUER&vegetacao=TODOS&mostrarAte=SUBESP_VAR&opcoesBusca=TODOS_OS_NOMES&loginUsuario=Visitante&senhaUsuario=&contexto=consulta-publica

Publicado por Dra Alexandra Gobatto

Bióloga, especialista em ecologia da polinização.

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